Glaucoma

O glaucoma é causado por diferentes enfermidades que , na maioria dos casos , levam a um aumento da PIO. O aumento da pressão é causado por um bloqueio ao fluido no interior do olho. Com o tempo isto causa dano ao nervo óptico. Através da detecção precoce, diagnóstico e tratamento , você e seu oftalmologista podem ajudar a preservar sua visão.

Existe uma variedade de tipos de glaucoma. As formas mais comuns são:

  • Glaucoma primário de ângulo aberto
  • Glaucoma de pressão normal
  • Glaucoma de ângulo fechado
  • Glaucoma agudo
  • Glaucoma pigmentar
  • Síndrome de esfoliação
  • Glaucoma pós-trauma

Quem está sob risco do Glaucoma?

Pessoas acima de 45 anos.
Apesar de desenvolver-se em qualquer faixa etária, as pessoas acima de 45 anos tem uma chance maior de desenvolvimento.

Pessoas com história familiar de glaucoma
O glaucoma parece ter predileção por acometer determinadas famílias. A tendência pode ser herdada. De qualquer forma não basta ter uma pessoa na família com a doença para também desenvolve-la.

Pessoas com pressão intra-ocular anormalmente elevada.
Como já vimos a pressão ocular elevada é principal fator de risco para o glaucoma.

Pessoas com descendência africana ou asiática
Estas etnias têm uma predisposição especial a desenvolver glaucoma primário de ângulo aberto do que as outras.

Pessoas que possuem:

  • Diabetes
  • Miopia
  • Uso prolongado de esteroides (corticóides)
  • Alguma lesão ocular prévia

Cirurgia

A cirurgia a LASER tornou-se um método popular como passo intermediário entre as drogas e a cirurgia tradicional. O tipo mais comumente empregado para o glaucoma de ângulo aberto é chamado trabeculoplastia. Este procedimento dura entre 10 a 20 minutos, não causa dor, e pode ser efetuado no consultório médico. O feixe de LASER é focalizado acima do ponto de drenagem do olho. Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, o LASER não “fura” o olho. Ao invés disso, seu calor intenso e localizado, faz com que algumas áreas do mecanismo de drenagem abram-se, resultando em uma passagem mais fácil do fluido intra-ocular para fora do olho.

Você pode ir para casa e retomar suas atividade normais logo após a cirurgia. Seu médico deve verificar a pressão de seu olho em uma ou duas horas após o procedimento. Após este procedimento, quase 80% de todos os pacientes respondem suficientemente bem, adiando um procedimento cirúrgico mais complexo. Pode levar algumas semanas para observar-se a real diminuição da pressão ocular, motivo pelo qual você deve continuar com a medicação até que seu médico julgue necessário.

Catarata não é um efeito adverso do LASER e as complicações são insignificantes, daí por que este método tornou-se extremamente popular.

Tipos de cirurgia

» Trabeculectomia
Cirurgia anti-glaucomatosa que cria uma fístula entre a câmara anterior e a conjuntiva, sendo considerada penetrante, permitindo a passagem de humor aquoso. Indica-se nos casos em que o tratamento clínico do glaucoma não atinge a pressão alvo, afim de que não ocorra progressão da doença. Para manter a viabilidade da fístula geralmente associa-se uma substância no intra-operatório denominada anti-metabólico, que pode ser a Mitomicina-C ou 5-Fluoruracil. Utiliza-se a técnica de Peng Khaw, que é considerada a trabeculectomia segura, formando-se uma bolha difusa na conjuntiva operada. A redução pressórica é significativa, a acuidade visual pode oscilar após a cirurgia devido à grande redução de pressão e os retornos pós-operatórios são mais frequentes. É indicada em todos os casos de glaucoma primário (ângulo aberto ou fechado) e secundário em que o controle clínico da pressão não é atingido. Pode ser feita isolada ou combinada à cirurgia de catarata.

» Esclerotomia Profunda não-Penetrante
Técnica mais recente, minimamente invasiva, não penetra em câmara anterior, reduzindo os riscos operatórios de infecção e também de oscilações de visão e formação de catarata induzida pela cirurgia do glaucoma. É um método seguro, em que se observa toda a anatomia do seio camerular e retira-se uma porção do trabeculado (canais de drenagem), aumentando o escoamento do humor aquoso. Utiliza-se uma substância denominada Mitomicina C, um anti-metabólico, para garantir o resultado desejado. A bolha formada a partir desse procedimento é difusa e posterior. O pós-operatório é mais confortável que a trabeculectomia, podendo ser associada ou não à cirurgia de catarata.

Apenas os pacientes que apresentam glaucoma de ângulo aberto são candidatos à EPNP. Os pacientes com glaucoma secundário e de ângulo fechado devem ser submetidos à trabeculectomia convencional.

» Implantes Valvulares
Cirurgia que implanta mecanismo externo de drenagem do humor aquoso, indicada em casos refratários de glaucoma. Geralmente indica-se em olhos já operados, seja de catarata, transplante de córnea ou retina, onde não há mais conjuntiva viável para a realização da trabeculectomia. Os resultados são diretamente dependentes da causa do glaucoma, e conseguem controlar a pressão adequadamente.

» Cirurgia do glaucoma congênito
Realizada em pacientes que nascem com glaucoma congênito, podendo ser escolhida a técnica conforme o estado da doença e da córnea. Geralmente há malformação ou abertura incompleta do canal de Schlemm ( canal de drenagem do humor aquoso). A cirurgia consiste na abertura do canal, seja internamente (goniotomia ) ou externamente ( trabeculotomia). Algumas vezes é necessário associar outras técnicas para o controle da pressão ocular (trabeculectomia ou implante de drenagem).

Contatos

R. Cap. Souza Franco, 95 - Batel, Curitiba - PR, 80730-420
(41) 3015-6222
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